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Mais usos de Lulav: Halel e Hoshanot

  |   Judaísmo

Existem alguns outros usos do lulav além de agitá-lo. Usa-se o lulav duas vezes durante os serviços de Sukot. Se você ainda não tinha dito a benção sobre o lulav neste dia, é necessário dizê-la antes do halel. As palavras da benção estão em Como Agitar o Lulav?. Depois inicia-se então o halel, os Salmos de agradecimento, Salmos 113-118, que são cantados numa festa judaica.

 

  1. HALEL (Salmos de agradecimento da festa)

Durante o Halel, precisamente quando se diz os três versos do Salmo 118:1, 2 e 25, o lulav é agitado de uma maneira especial. Pode dizer-se o halel em oração privada; mas diz-se num serviço na congregação, o(a) cantor(a) canta um verso primeiro com a agitação do lulav, depois a congregação repete. Tradicionalmente, cada participante tem um lulav. Nas congregações progressistas existe pelo menos um lulav para cada pessoa, mas durante o Halel só o cantor ou a cantora o usa como representante da congregação. Esta é a maneira como se usa o lulav durante o Halel, durante os versos 1 (HODO…), 2 (YOMAR…) e 25 (ANA…):

 

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Na verdade, não é difícil! Lembre-se que nunca se agita durante o nome de Deus! O resto é exactamente como se agita o lulav normalmente sem palavras: primeiro em frente (para leste), depois no sentido horário, depois para cima, para baixo, agitando durante cada palavra desses versos. Só nunca se agita durante o nome de Deus.

 

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  1. HOSHANOT (procissões com o Lulav)

 

Além disso, existe um outro uso do lulav, mas que só é feito num serviço na congregação e tradicionalmente só durante os dias da semana quando se pode carregar o lulav para a sinagoga. Muitas sinagogas progressistas não têm serviços a cada dia. Este uso liga o lulav – e as benções de Deus – com a Torá.

É feito da maneira seguinte: Primeiro um rolo da Torá é tirado da arca e colocado na bimá. Depois o(a) cantor(a) e a congregação fazem um circuito em torno da bimá e da Torá enquanto carregam os lulavím. Durante esse circuito se canta um piut (poema litúrgico) que tem as palavras “Hosha-na“, quer dizer: “Por favor, ajuda!”. Por isso esses circuitos se chamam “Hoshanot“. Existe um piut diferente para cada dia de sukot. No último dia de Sukot (“Hoshaná Rabá“) fazem-se sete circuitos.

Tradicionalmente, cada um segura um lulav e por isso cada um participa no circuito. É fácil de imaginar que este é um momento muito especial no ano judaico. Muitas congregações no continente só possuem alguns lulavím. Portanto, os lulavím da congregação são partilhados, de modo que durante o serviço tantas pessoas quanto possível possam fazer pelo menos uma mitzvá: agitar o lulav, usá-lo durante o Halel ou carregá-lo durante o circuito.

De acordo com a tradição asquenazita e com a tradição hispano-portuguesa, fazem-se os Hoshanot depois da Amidá Musaf durante a semana de Sukot. (Existem outras tradições que os fazem depois da leitura da Torá [sinagogas reformistas que fazem esse costume, mas não praticam rezas musaf] ou depois do Halel [Chabad].)

 

 

 

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Annette Boeckler
Dr.ª Annette Mirjam Böckler é professora de Liturgia Judaica e Bíblica na Universidade Leo Baeck, em Londres, onde é também Bibliotecária. Escritora e tradutora em matérias Judaicas (sendo a tradutora do Seder haTefillot - o primeiro livro de Orações liberal após o Shoah na Alemanha), tem desenvolvido a tradução da edição alemã dos comentários da Torah de W. Gunther Plaut.