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Como agitar o Lulav?

  |   Judaísmo

 

Durante Sukot usa-se uma combinação de quatros plantas (arba minim). Todas elas precisam de muita água, tornando-as um símbolo de dependência da água – como a dependência de Deus. Mas também são um símbolo importante para a diversidade da vida: umas plantas têm cheiro e outras não; umas produzem fruta comestível e outras não; umas plantas conservam e purificam a água, umas são grandes e outras são pequenas. Mas apenas juntas formam “arba minim” para Sukot. Muitas vezes, os arba minim se chamam lulav “palmeiro” de acordo com a planta maior.

 

O ramo de palmeira deve ser fresco, com as folhas ainda fechadas, com pelo menos 40 cm de comprimento. Além disso, são precisos três murtas e dois salgueiros. Para manter as plantas frescas até ao primeiro uso devem manter-se as murtas e os salgueiros no frigorífico, colocá-los 30 minutos em água antes de compor o lulav. O lulav manter-se-á durante todo o festival, mas pode-se pulverizá-lo com água durante a semana. O objeto mais importante e mais sensitivo é o etrog, uma espécie de citrino. É importante que o ponto onde existiu a flor (em hebreu “pitom“) não seja quebrado para que não caia durante Sukot. Por isso, algumas pessoas mantêm a fruta numa caixa especial.


 

Para compor o lulav

A folha da palmeira deve ser pela metade, com a coluna (a linha verde) voltada para quem compõe. Os dois ramos de salgueiro colocam-se ao lado esquerdo, os três ramos de murta no lado direito:

2Para dizer a benção

Colocamo-nos em pé em direção ao leste, seguramos o “etrog” (o citrino) na posição do sentido do crescimento (com a “Pitom” – ponto da flor – voltado para baixo) em contacto com  as outras plantas:

3Diz-se a benção antes de agitar o lulav, a cada dia.

Em seguida, para agitar o lulav, vira-se o etrog de cabeça para baixo:

 

1… e agita-se três vezes em todas as direcções nesta ordem:

▲ para frente,
► para a direita,
▼ sobre o ombro para trás,
◄ para a esquerda,
↑ para cima
↓ e para baixo.

(Dica: começa-se para frente e depois segue-se no sentido horário, depois para cima e para baixo.)

 

É uma mitzvá agitar o lulav a cada dia.

 

Existem outros dois usos lulav durante a festa de Sukot (ver próximo artigo).

 

A Bênção sobre o lulav

A bênção antes de agitar o lulav é:

ברוך אתה יי אלהינו מלך העולם אשר קדשנו במצוותיו וציונו על נטילת לולב

Barúch atá adonái, elohénu mélech ha’olám, ashér kideshánu bemitzvotáv, vetzivánu al netilát luláv.

Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos santificaste pelos Teus mandamentos e nos ordenaste agitar o lulav.

 

[Só na primeira vez que se agita o lulav este ano se diz também:

ברוך אתה יי אלוהינו מלך העולם שהחיינו וקיימנו והגיענו לזמן הזה

Barúch attá adonái, elohénu mélech ha‘olám, shehecheiánu vekie-mánu vehigi-ánu lasmán hasé.

Bendito sejas Tu, o Eterno, nosso Deus, Rei do Universo, que nos conservaste em vida e nos amparaste e nos trouxeste até ao dia de hoje.]

 

 

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Annette Boeckler
Dr.ª Annette Mirjam Böckler é professora de Liturgia Judaica e Bíblica na Universidade Leo Baeck, em Londres, onde é também Bibliotecária. Escritora e tradutora em matérias Judaicas (sendo a tradutora do Seder haTefillot - o primeiro livro de Orações liberal após o Shoah na Alemanha), tem desenvolvido a tradução da edição alemã dos comentários da Torah de W. Gunther Plaut.