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Parashá da Semana

  |   Judaísmo

Parashá da Semana

O desafio da liberdade

A escravidão é terrível. Temos a obrigação de lutar por um mundo livre. Mas será que estamos preparados para viver a liberdade? Será que somos capazes de enfrentar as dificuldades que encontramos justamente por sermos livres?

A ausência de liberdade traz consigo a comodidade, o conforto. Se sou escravo não preciso tomar grandes decisões. Todas as escolhas significativas são feitas pelos meus patrões-escravizadores.

Seria muito cómodo se pudéssemos ouvir uma única opinião de um único rabino, pertencente a uma única linha religiosa. E, no entanto, são várias as correntes do judaísmo. Mesmo rabinos de uma mesma linha têm opiniões diferentes e finalmente o mesmo rabino, muitas vezes, nos dará mais de uma opinião sobre determinado assunto.

Pessach é a festa da nossa libertação (zman cheruteinu). Embora seja muito difícil viver de maneira livre, o judaísmo acredita que não existe outra possibilidade. Deus criou os homens e as mulheres para serem livres. O que nos difere dos demais animais é justamente a nossa liberdade de escolher. Qualquer forma de cerceamento das liberdades do homem é anti-judaica. É terminantemente proibida pela nossa Torá.

A liberdade faz parte da própria essência do judaísmo. O povo judeu passa a existir somente depois da saída do Egipto. Enquanto éramos escravos do Faraó, não nos podíamos considerar um povo. Pertencer a algo implica, antes de mais nada, na liberdade para escolher pertencer.

As correntes liberais do judaísmo acreditam que a liberdade é essencial para a prática de um judaísmo profundo. Nós, rabinos, não devemos ditar as normas, mas indicar todas as opções. Quem abre qualquer página do Talmud percebe que não existe uma única resposta para uma pergunta judaica. O judaísmo responde de diversas maneiras diferentes a uma mesma pergunta e cabe a cada um a liberdade de escolher a resposta que mais lhe convence. E, para isso, faz-se necessário o estudo aprofundado de todas as opções.

Poder escolher é muitas vezes mais complicado do que receber respostas prontas. Contudo, acreditamos que a liberdade é o único caminho para a prática de um judaísmo pensante. Cada judeu deve conhecer profundamente as suas tradições, lendas, leis e costumes para que possa exercer com plenitude a sua liberdade de escolha. Aquele que escolhe depois de estudar as nossas fontes toma uma decisão autenticamente judaica, mesmo que esta decisão seja diferente daquela tomada por um outro judeu. Que vocês possam vivenciar a liberdade neste Pessach e sempre.

Shabat Shalom e Chag Sameach!

Rabino Michel Schlesinger

Fonte cip.org.br
Parashá da Semana -
Início
Fim
Tel Aviv
18:49
19:57
Jerusalém
18:25
19:55
Haifa
18:48
19:57
Beer Sheeva
18:48
19:56
Zmanim Diário
ohel - Parashá da Semana
Sinagoga de rito Progressista, única askenazi em Portugal, fundada em 1934. Membro Afiliado da EUPJ/WUPJ (European Union Of Progressive Judaism / World Union Of Progressive Judaism) desde Abril de 2016.