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Quatro ‘kandelikas’ mais uma: Chanuká 2017

  |   Festividades, Institucional

Há coisas que não podem ser expressas com palavras. Mas há outro idioma que as pode expressar muito bem: a música. A festividade de Chanucá na Ohel Jacob foi cheia de música! Os milagres são tão difíceis de expressar, são tão cheios de gratidão ou de esperança… Colocados nas palavras, eles podem ser debatidos ou postos em causa. Mas a música só convida para ouvir e participar e Chanucá é toda uma festividade acerca de milagres.
Uma comunidade judaica é ela mesma um milagre. Pessoas tão diferentes que normalmente não são família e, muitas vezes, não atraem amizades na vida comum, por serem tão diferentes dos demais, mas criam a parte essential do Judaísmo: uma comunidade local, presença visível do Judaísmo e lugar da presença de Deus. Como as luzes de Chanucá, que só juntas e todas acesas significam a presença de Deus, assim é uma comunidade. A presença de Deus está numa comunidade. Pessoas diferentes sacrificando o seu tempo e que se organizam para celebrar a vida, a gratidão e a esperança, unidas numa só causa: o Deus da Torá.

Neste Shabat de Chanucá, esse milagre de uma comunidade judia foi visível de novo em Lisboa. Um membro fez as challot, e tantos “sonhos” que quase daria para o mundo inteiro :-). Danilo Souza tocou canções de Chanucá no violino e revelou ser um profissional. Obrigada! Todos se juntaram a cantar! Ana e Eduardo são profissionais a organizar as minhas estadias e a menina Matilda, que sempre chega dos Açores com a mãe, para ser parte da comunidade, pela segunda vez na vida dela, celebrou Chanuká.
Não fomos um minian de manhã, por isso não pudemos usar os rolos da Torá (seriam dois em Chanucá). Mas o Eduardo contou a história de Jacob e José de forma tão viva e bonita, que revelou também capacidades de contador de histórias :-). Ele, a Leonor e outros fizeram perguntas e comentários excelentes e tivemos um debate sobre quem é a personagem principal: José, que nunca muda, mas também não muda a confiança em Deus, ou Judá, que se desenvolve e que nos dá o nosso nome, judeus.

Contámos também com a presença de alguns visitantes, como é habitual. E foi tão bom reencontrar o senhor Abel Moinho e sua esposa, ele que foi o membro que consertou várias cadeiras degradadas das nossas instalações.
Disfrutámos de muito boa comida, muitos sonhos e bolas de Berlim 🙂 .

 

Nas próximas semanas vamos ler a história dos judeus no Egipto e temos que planear como vamos celebrar a nossa próxima festividade como comunidade: Pessach: a celebração de ser judeu.

 

 

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Annette Boeckler
Dr.ª Annette Mirjam Böckler é professora de Liturgia Judaica e Bíblica na Universidade Leo Baeck, em Londres, onde é também Bibliotecária. Escritora e tradutora em matérias Judaicas (sendo a tradutora do Seder haTefillot - o primeiro livro de Orações liberal após o Shoah na Alemanha), tem desenvolvido a tradução da edição alemã dos comentários da Torah de W. Gunther Plaut.