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Conceito e Forma

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Identidade Visual

No seguimento da Apresentação deste capítulo, a formação da identidade visual em questão parte da fusão entre os primeiros elementos gráficos criados pelos fundadores e membros envolvidos na década de 1940 e em 1999, contemplando uma optimização gráfica geral da identidade final, composta por símbolo e logotipo, quer numa versão principal, quer em versões secundárias, visando a preservação das suas raízes gráficas como aspecto não apenas simbólico e visual, mas psicológico, afectivo, ético e espiritual, no seguimento de outros aspectos, os associados à marca institucional.

A identidade da Sinagoga Ohel Jacob apresentou inicialmente, e durante décadas, um conjunto monocromático de pequeno símbolo – estrela de David em filete – e logotipo tipográfico exclusivo, em caracteres hebraicos, reproduzido em gravura linotipo, sofrendo pequenas variações na sua composição ao longo do tempo.

A identidade da Associação de Juventude Israelita HeHaver, criada cerca de 65 anos após a fundação da Sinagoga, e não tendo sido adoptado qualquer signo durante esse longo período, incluiu aspectos gráficos e de reprodução mais complexos, apropriados à impressão offset ou digital, e acompanhados de conceito que, embora não tenha ficado documentado aquando da sua criação, é possível reconstituir com o apoio oral de actuais membros da Direcção presentes à época. A identidade foi então composta de símbolo e logotipo tipográfico exclusivo, de acordo com os seguintes elementos e significados:

Árvore

Conceito baseado em Tu BiShvat – o Rosh Hashanah das Árvores -, a importância relevante atribuída pela Torah a estes seres vivos, comparando-se não só a si mesma a uma árvore da vida para todos que optem por nela se apoiarem, como também comparando a árvore ao próprio ser humano, «Uma pessoa é como uma árvore de um campo…» (Deut. 20:19), também pelos valores intrínsecos aos quatro elementos da Natureza tão essenciais às árvores quanto ao Homem – Água, Terra, Fogo e Ar. In webjudaica.com.br

Oliveira

Escolha da árvore oliveira pelo seu simbolismo único, não só um tanto por todas as civilizações, desde tempos remotos, mas em especial à luz do Judaísmo. A oliveira, traduzida em fidelidade e determinação, como um sinal da presença divina entre a Humanidade, foi evocada pelo próprio Rei David quando este a ele mesmo se refere, «Quanto a mim, sou como uma oliveira frondosa na casa de D’us, pois tenho confiado na benevolência Divina, agora e por todo o sempre.» (Salmo 52); ou referida em muitos outros versículos e passagens como «Em seu lar, sua esposa será como uma fecunda videira e seus filhos como ramos da oliveira em volta de sua mesa.» (Salmo 128), uma nítida promessa de consolo e lealdade divinos.

Não sendo uma árvore propriamente vistosa na sua folhagem e floração, embora a sua madeira possua estimado valor na marcenaria e na escultura, o extraordinário talento da oliveira mantém-se fora do alcance da vista, abaixo do solo, à imagem do perfil judeu. As suas extensas e numerosas raízes podem prologar-se até 6 metros em profundidade e acima dos 10 metros no sentido horizontal (raros casos acima de 50 metros), tornando-a um fenómeno de produtividade, sobrevivência e longevidade, podendo atingir idades acima dos 2500 anos – a idade da mais antiga oliveira em Portugal está calculada acima dos 2850 anos e crê-se em cerca de 4000 anos a idade da mais velha oliveira do mundo.

Acredita-se não ser possível extinguir uma oliveira, pois que mesmo cortada ou queimada, novos ramos sempre brotam da sua raíz, ilustrando como os filhos podem nascer e desenvolver-se inabaláveis em Fé, graças às fortes raízes espirituais de seus pais.

Oliveiras cultivadas podem sobreviver em todo o tipo de solo e clima, continuando a produzir azeitonas durante séculos, enquanto outras árvores perecem nas mesmas condições.

Prezada pelo povo Judeu também pela preciosidade do azeite produzido a partir da azeitona, usado ao longo do tempo com particular destaque na luminária religiosa – mas também na iluminação doméstica, culinária, protecção da pele, unguentos e sabão de limpeza -, a oliveira foi muitas vezes considerada a única árvore característica de Israel, porque muitas vezes produtora do único bem de exportação, já desde os tempos de Salomão.

Quando a pomba voltou para Noé, ela carregava uma folha de Oliveira, e o próprio Moisés se refere à Terra Prometida como “terra de azeitonas”.

Estrela

‘Magen David’ (Escudo de David), símbolo surgido no século XVII para distinção das casas de culto judaico, à semelhança dos cristãos com o símbolo da cruz. Desconhece-se o seu significado primitivo ou a verdadeira razão dos judeus na sua escolha, independentemente das variadas teses surgidas posteriormente entre rabinos, estudiosos e historiadores. Optou-se pelo uso do símbolo também pela ligação entre o signo já usado no estacionário da Sinagoga, na década de 40, e a identidade formada na altura da legalização da HeHaver, em 1999, digamos que como uma primeira ponte entre marcos históricos da Instituição. > Ver Hierarquia Visual – Forma e Cor

החבר

O logotipo constituído pelos caracteres hebraicos החבר formando a palavra ‘HeHaver’ (amigo) é figurado inserido numa caixa em filete, na base da árvore, insinuando a protecção das suas raízes, no seguimento do conceito desenvolvido sobre a oliveira. Mais que a sua função de designação da Instituição, pretende a transmissão simbólica da ideia da Amizade como um alicerce.

Ohel Jacob
Sinagoga de rito Progressista, única askenazi em Portugal, fundada em 1934. Membro Afiliado da EUPJ/WUPJ (European Union Of Progressive Judaism / World Union Of Progressive Judaism) desde Abril de 2016.